{"id":1320,"date":"2026-04-26T08:05:13","date_gmt":"2026-04-26T11:05:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.namira.blog.br\/v1\/?p=1320"},"modified":"2026-04-26T08:05:13","modified_gmt":"2026-04-26T11:05:13","slug":"argentinos-passam-a-comer-burro-e-lhama-apos-preco-da-carne-bovina-disparar-55","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.namira.blog.br\/v1\/2026\/04\/26\/argentinos-passam-a-comer-burro-e-lhama-apos-preco-da-carne-bovina-disparar-55\/","title":{"rendered":"Argentinos passam a comer burro e lhama ap\u00f3s pre\u00e7o da carne bovina disparar 55%"},"content":{"rendered":"<h3 data-mrf-recirculation=\"Links internos\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1321 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.namira.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/gettyimages-2245503560-594x594-1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.namira.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/gettyimages-2245503560-594x594-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.namira.blog.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/gettyimages-2245503560-594x594-1.jpg 594w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\" data-mrf-recirculation=\"Links internos\">Uma pol\u00eamica inusitada invadiu o debate p\u00fablico argentino e chegou at\u00e9 o Congresso Nacional: na cidade de Trelew, prov\u00edncia de Chubut, carne de burro come\u00e7ou a ser vendida por cerca de 7.500 pesos o quilo (aproximadamente R$ 27, na cota\u00e7\u00e3o atual). A venda do corte alternativo ocorre no momento em que a infla\u00e7\u00e3o anualizada de carnes e derivados na <strong>Argentina<\/strong> atingiu 55,1% em mar\u00e7o \u2014 o maior n\u00edvel desde abril de 2025.<!--more--><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\" data-mrf-recirculation=\"Links internos\">A iniciativa em Trelew \u00e9 do produtor rural <strong>Julio Cittadini<\/strong>, da \u00e1rea de Punta Tombo, que batizou o projeto de \u201cBurros Patagones\u201d. Segundo ele, o produto \u00e9 nutritivo, saboroso e de boa qualidade, e tende a ganhar espa\u00e7o \u00e0 medida que a produ\u00e7\u00e3o aumente. Para medir a receptividade do p\u00fablico, Cittadini organizou at\u00e9 uma degusta\u00e7\u00e3o aberta com pratos como empanadas, lingui\u00e7as e assados feitos com carne de burro, que foi acompanhada pelo\u00a0o canal de televis\u00e3o argentino La Naci\u00f3n+.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\" data-mrf-recirculation=\"Links internos\">A proposta surge em meio \u00e0 crise da ovinocultura na <strong>Patag\u00f4nia<\/strong>, afetada por fatores como predadores, baixa rentabilidade e condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas adversas. Nesse cen\u00e1rio, o burro aparece como uma alternativa vi\u00e1vel por sua resist\u00eancia e adapta\u00e7\u00e3o ao ambiente \u00e1rido, al\u00e9m de exigir menos recursos do que o gado bovino.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\" data-mrf-recirculation=\"Links internos\">O valor da carne de burro tamb\u00e9m \u00e9 muito inferior ao da carne bovina, que ultrapassou <strong>25 mil pesos argentinos o quilo<\/strong> (cerca de R$ 90) em alguns estabelecimentos espalhados pelo pa\u00eds.\u00a0A infla\u00e7\u00e3o anualizada de carnes e derivados na Argentina varia de 33,1% na Patag\u00f4nia a 61,5% no nordeste do pa\u00eds. O \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor teve alta de 32,6% no acumulado de 12 meses, entre mar\u00e7o de 2025 e de 2026.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Carne de lhama<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\" data-mrf-recirculation=\"Links internos\">A mais de dois mil quil\u00f4metros de Trelew, nos Vales Calchaqu\u00edes, o produtor Rogelio Allignani acompanha o debate e pede que a carne de lhama n\u00e3o seja deixada de fora.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\" data-mrf-recirculation=\"Links internos\">Produzida em pastagens naturais, sem uso intensivo de insumos, esse outro corte vem despertando interesse crescente entre consumidores que buscam op\u00e7\u00f5es mais saud\u00e1veis e sustent\u00e1veis. Allignani tamb\u00e9m aposta na expans\u00e3o da atividade como forma de fortalecer a economia local e estimular a ocupa\u00e7\u00e3o produtiva de \u00e1reas \u00e1ridas.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\" data-mrf-recirculation=\"Links internos\">\u201c\u00c9 uma das mais magras que existem: entre 1 e 2% de gordura intramuscular, alta porcentagem de prote\u00ednas de excelente qualidade biol\u00f3gica, baixo colesterol e muito boa digestibilidade. Ideal para dietas saud\u00e1veis\u201d, afirmou ele em entrevista ao jornal argentino <em>Clar\u00edn<\/em>. \u201c\u00c9 um produto limpo, sustent\u00e1vel e cada vez mais valorizado na gastronomia.\u201d<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\" data-mrf-recirculation=\"Links internos\">Al\u00e9m da carne, o produtor investe na explora\u00e7\u00e3o de derivados, como o leite de burro, conhecido por propriedades nutricionais e cosm\u00e9ticas. Com composi\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 do leite humano, o produto \u00e9 apontado como alternativa para pessoas com intoler\u00e2ncia e j\u00e1 possui mercado consolidado na Europa.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pol\u00eamica inusitada invadiu o debate p\u00fablico argentino e chegou at\u00e9 o Congresso Nacional: na cidade de Trelew, prov\u00edncia de Chubut, carne de burro come\u00e7ou a ser vendida por cerca de 7.500 pesos o quilo (aproximadamente R$ 27, na cota\u00e7\u00e3o atual). 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