Até junho, ainda restavam parados 5,12 bilhões de reais em contas bancárias e de outras instituições financeiras, e que podem ser resgatados por seus titulares ou parentes, no caso dos que já faleceram. É o que aponta o balanço mais recente divulgado nesta terça-feira, 11, pelo Banco Central, a respeito dos chamados valores esquecidos.
Até maio, os valores disponíveis para resgate passavam dos 10 bilhões de reais, mais perto da metade desse valor foi sacado pelo próprio governo para ajudar a bancar os subsídios ao Desenrola, programa de renegociação de dívidas relançado em maio. Em maio, o Ministério da Fazenda informou que repassaria até 5,7 blhões de reais dos valores esquecidos nos bancos para o Fundo de Garantia de Operações (FGO). O FGO é uma espécie de poupança pública que foi usado como garantia nas renegociações do Desenrola, em troca de juros mais baixos dos bancos participantes: caso o endividado não pague as novas parcelas acordadas, o FGO paga a indaimplência para o banco.
Quem podem sacar o dinheiro esquecido
Qualquer pessoa ou empresa que tenha dinheiro parado em conta em que não há movimentação há muito tempo tem dinheiro a pedir o valor de volta. Os próprios bancos são obrigados a informar esses valores ao Banco Central, e qualquer pessoa pode consultar se tem valores em seu nome na página oficial do BC, em valoresareceber.bcb.gov.br/publico. Para consultar, basta digitar número de documento (CPF ou CNPJ) e data de nascimento. Não é necessário cadastro.
O Banco Central reforça, inclusive, que esta é a unica página válida para esse tipo de consulta e alerta para a necessidade de atencão a golpes. O sistema oficial também não envia mensagens e nem pede depósitos ou pagamentos; a trasnferência é gratuita. Caso haja dinheiro a receber, a solicitação deve ser feita também por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central, usando a conta gov.br.
De acordo com o balanço do BC, 70% das contas com dinheiro esquecido a ser resgatado são de valores até 10 reais e outros 19% vão de 10 a 100 reais. Apenas 2% têm mais de 1.000 reais depositados e sem movimentação.