A Petrobras vai reajustar em 19,2% o preço do gás canalizado vendido para as distribuidoras a partir desta sexta-feira. O aumento reflete o comportamento do dólar, do gás e do petróleo entre os meses de fevereiro e abril. O reajuste se aplica ao gás canalizado vendido pelas distribuidoras para residências, comércio, além do gás natural veicular (GNV), vendido nos postos de combustíveis. A alta não envolve o preço do gás de botijão (GLP), que conta com regras distintas de reajuste.
No caso do gás canalizado e GNV, o reajuste da Petrobras para as distribuidoras ocorre a cada três meses, de acordo com contrato entre a estatal e as empresas de gás. Em fevereiro, houve redução de 11%
Em nota, a Petrobras disse que o petróleo tipo Brent subiu aproximadamente 24,3% e o câmbio teve apreciação de 2,5% (isto é, a quantia em reais para se converter em um dólar reduziu 2,5%). Além disso, o Henry Hub (principal ponto de referência ara o preço do gás natural nos Estados Unidos) caiu aproximadamente 14,1%.
Segundo fontes do mercado, a estatal e as distribuidoras de gás negociaram os aumentos até ontem, em um cenário pouco comum.
O preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula de gás vendida pela Petrobras. Na composição do preço final ainda há os custos do transporte, margens das distribuidoras e, no caso do GNV, dos postos de revenda, além de tributos federais e estaduais.
Associação projeta alta de 35% em agosto
A Abegás projeta ainda um efeito maior em agosto, quando haverá novo reajuste e os preços da molécula de gás poderiam subir mais 35%.





















