Ação cumpre 44 mandados de busca e apreensão em cinco estados e no Distrito Federal; investigação apura contratos de cerca de R$ 17 milhões, principalmente na área da saúde
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (24), a Operação Legado para investigar suspeitas de fraudes em licitações e contratações diretas realizadas por municípios da Bahia, do Piauí e do Espírito Santo, com foco principal na área da saúde.
Na Bahia, a operação cumpre 29 mandados de busca e apreensão em 13 municípios. Itabuna concentra o maior número de diligências, com oito mandados, seguida por Ibirataia, com quatro.
Municípios baianos com mandados
Além de Itabuna e Ibirataia, as buscas ocorrem em:
Eunápolis (2)
Itapitanga (2)
Salvador (2)
São Felipe (2)
Ubatã (2)
Uruçuca (2)
Feira de Santana (1)
Itabela (1)
Presidente Tancredo Neves (1)
Teixeira de Freitas (1)
Vitória da Conquista (1)
Ao todo, a Operação Legado cumpre 44 mandados em 22 municípios de cinco estados, além do Distrito Federal.
A Polícia Federal ressaltou que o cumprimento de mandados em determinada cidade não significa, necessariamente, que contratos da prefeitura daquele município estejam sob investigação, já que as diligências também podem atingir empresas ou investigados ligados a contratações realizadas em outras localidades.
Investigação aponta atuação coordenada
Segundo a PF, as investigações identificaram indícios de atuação coordenada entre empresas para fraudar processos de contratação pública.
Entre as suspeitas apuradas estão:
simulação de concorrência em licitações;
direcionamento de contratações;
sobrepreço em contratos;
cobrança por produtos não entregues;
fornecimento de equipamentos usados como se fossem novos;
possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos.
Contratos somam cerca de R$ 17 milhões
A investigação abrange 56 procedimentos de contratação distribuídos em 31 municípios, envolvendo aproximadamente R$ 17 milhões em recursos públicos.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou 13 medidas de restrição patrimonial, incluindo o bloqueio de bens até o limite de R$ 3,4 milhões.
Empresários e atuais e antigos ocupantes de cargos públicos municipais estão entre os investigados. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou os nomes dos alvos, das empresas envolvidas nem dos contratos específicos analisados.