Tite assume culpa por lance decisivo em eliminação do Brasil na Copa
Restando pouco mais de um mês para o início da Copa do Mundo, o ex-técnico da Seleção Brasileira, Tite, revelou ter se arrependido por não modificar a ordem dos batedores na disputa de pênaltis contra a Croácia, equipe que eliminou o Brasil nas quartas de final do Mundial de 2022.
Na ocasião, após empate por 1 a 1 durante o tempo regulamentar e prorrogação, a seleção europeia derrotou a Amarelinha por 4 a 2 nas penalidades. Cobrador oficial do Brasil na época, Neymar foi escalado para a última batida, mas a disputa acabou antes mesmo de chegar a vez do camisa 10 cobrar.
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“Todas as críticas feitas a mim pelo Neymar não ter batido o primeiro pênalti estão corretas. Eu errei. Isso asseguraria a vitória? Não sei. Mas ele deveria ter sido o primeiro batedor”, reconheceu Tite em entrevista ao ge.
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Ainda de acordo com o treinador, a queda da Seleção no Catar mexeu com ele “de uma maneira diferente”. “Senti bastante, mais do que o normal. Eu questionei: ‘por que eu?'”.
“A minha espiritualidade baixou e eu não conseguia entender. Eu dizia: ‘não é possível’. Criei uma expectativa particular muito grande, porque pegou duas Eliminatórias invictas. Assumi a Seleção na sexta posição na primeira [Eliminatória] e estava jogando a minha carreira. Nós terminamos em primeiro. Faz uma segunda Eliminatória, a maior pontuação da história, com nível de aproveitamento e de ajustes, com opções importantes”, relembrou.
Tite também falou sobre o sentimento de que eliminação não ter refletiu o desempenho do Brasil na partida, que, segundo o ex-comandante, foi seguro e merecedor de um resultado diferente.
“Eu estava olhando o jogo, olhando o jogo… E assisti de novo ao jogo. Não teve nenhum lance de perigo maior da Croácia. Eu tenho o hábito de dizer que o campo fala, a bola fala. O jogo [Brasil x Croácia] não falou. O jogo escondeu”, lamentou.
Tite na Seleção
Responsável por conduzir a Seleção Brasileira em duas Copas do Mundo, Tite treinou a equipe verde e amarela por seis anos e meio e teve performance de alto nível nas Eliminatórias Sul-Americanas, terminando como líder nas duas qualificatórias.
À frente do Brasil, o técnico de 64 anos teve a Copa América de 2019 como seu único título.























