As obras de recuperação da estrutura do Moinho do Porto de Ilhéus seguem avançando e marcam uma nova fase para um dos principais equipamentos logísticos e industriais do Sul da Bahia. Além da reforma completa da estrutura, a área administrada pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) será ampliada para atender à futura demanda da JAV Indústria de Alimentos, do Grupo Maratá, empresa arrendatária do espaço.

O presidente da Codeba, Antonio Gobbo, visitou recentemente o empreendimento para acompanhar de perto o andamento das intervenções. O moinho, que possui mais de 30 anos de existência, estava inativo há mais de 17 anos e passa por um amplo processo de recuperação para voltar a operar com capacidade ampliada.

Segundo Gobbo, o projeto prevê não apenas a retomada das atividades, mas também a expansão da estrutura de armazenamento.

“O moinho retornará não apenas com sua capacidade original, mas também com a ampliação de mais seis silos. Esse é um investimento determinante para o ganho de produtividade, de qualidade de vida e de escoamento da produção, com impacto em todo o Sul da Bahia”, destacou.

Responsável técnico pela obra, o engenheiro Vinícius Ferraz explica que os trabalhos mobilizam atualmente 110 trabalhadores, sendo cerca de 70 contratados diretamente. De acordo com ele, embora o prédio apresentasse sinais de depredação decorrentes do longo período de inatividade, o principal desafio tem sido recuperar áreas comprometidas pela ação da maresia.

“A gente tem trabalhado na reparação dos silos, de fachada e de alguns ferros que já estão à mostra. A nossa prioridade foi mexer na cobertura, demolir o que não será utilizado e fazer a reparação da laje para iniciar o trabalho com a estrutura metálica, cobrir e fechar”, detalhou.

As condições climáticas também têm impactado o cronograma da obra. Segundo Ferraz, as chuvas registradas nos últimos meses provocaram atrasos em etapas executadas em áreas externas.

“Esses dois últimos meses foram de muita chuva e as nossas estruturas são fora do prédio, então isso atrasou bastante”, explicou.

Enquanto as obras avançam, os equipamentos que integram sistemas essenciais do processo de moagem de trigo já foram desembarcados em Ilhéus. A chegada dos maquinários confirma o andamento do investimento de R$ 120 milhões e sinaliza a transição do projeto para uma etapa mais próxima da operação.

A expectativa é que a reativação do moinho fortaleça a cadeia produtiva regional, impulsione a movimentação portuária e gere novos empregos, consolidando o Porto de Ilhéus como um importante polo logístico e industrial do estado.