A crise começou após a intervenção do Banco Central paraguaio no Ueno Bank, instituição que deixou milhões de clientes sem acesso às próprias contas. O banco atendia cerca de 3 milhões de pessoas e administrava recursos privados e públicos, incluindo valores ligados à previdência.
A situação ganhou dimensão política porque Peña manteve vínculos anteriores com o grupo empresarial controlador da instituição. Parlamentares passaram a questionar possíveis conflitos de interesse e a atuação das autoridades na fiscalização do banco. O presidente nega irregularidades.
A Câmara dos Deputados aprovou o processo de impeachment, enquanto o Senado precisa decidir os próximos passos. A renúncia também está sujeita à análise parlamentar. Até a conclusão dos procedimentos, o futuro político do Paraguai permanece indefinido.
A crise aumenta a pressão sobre o governo para garantir a devolução dos recursos aos correntistas e recuperar a confiança da população no sistema financeiro.