O plenário do Tribunal Superior Eleitoral analisa a decisão liminar do ministro Nunes Marques que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre o impacto de um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. No levantamento, o parlamentar teria registrado queda de cinco pontos nas intenções de voto após a repercussão do material.
A ação foi movida pelo Partido Liberal, que argumenta que o questionário da pesquisa foi elaborado de forma a induzir respostas negativas contra o pré-candidato. Entre os pontos questionados estão a concentração de perguntas sobre o Banco Master e o uso de um áudio atribuído a Flávio e ao banqueiro Daniel Vorcaro, cuja autenticidade é contestada pelo partido.
Na decisão, Nunes Marques apontou indícios de possível influência indevida sobre os entrevistados e determinou que a AtlasIntel apresente documentação complementar para comprovar a regularidade da metodologia empregada. Após essa etapa, o Ministério Público Eleitoral deverá emitir parecer.
Em resposta, o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, defendeu a credibilidade do instituto e afirmou que os resultados refletem uma tendência também identificada por outros levantamentos. A empresa sustenta que os participantes só tiveram acesso ao conteúdo sobre Flávio Bolsonaro após responderem às perguntas de intenção de voto, sem possibilidade de alterar as respostas já registradas.