O processo para tirar a carteira de motorista no Brasil está passando por uma mudança que promete mexer diretamente com autoescolas e instrutores. O aplicativo CNH do Brasil ganhou novas funções que permitem ao aluno escolher com quem quer aprender — e ainda dar nota pelo serviço.

As novidades foram anunciadas nesta quarta-feira, 6, pelo ministro dos Transportes, George Santoro, e já começam a valer como parte de uma reformulação no modelo de formação de condutores.

Escolha mais livre e com avaliação

A principal mudança está na autonomia do aluno. Agora, é possível buscar instrutores e autoescolas usando localização, CEP ou endereço, facilitando a comparação entre opções disponíveis.

Além disso, o sistema inclui avaliações: alunos podem dar notas de zero a cinco estrelas tanto para profissionais quanto para centros de formação.

A proposta, segundo o governo, é estimular a concorrência e permitir que o futuro motorista escolha com base na qualidade do serviço.

Aulas registradas direto no app

Outra novidade é o registro das aulas práticas dentro do próprio aplicativo. Cada atividade realizada passa a gerar um certificado digital, criando um histórico automático para o aluno.

Os instrutores poderão lançar essas aulas tanto de forma autônoma quanto vinculados a autoescolas.

Prisão de Thiago Ávila é mantida; ONU e Brasil pedem liberação imediata

Mulher esfaqueia cabeleireiro por não gostar de corte; veja vídeo

Delegado fala sobre estupro coletivo de crianças em SP: “Sadismo”

Apostas online: 62% dos brasileiros concordam que bets causam vícios e dívidas

Integração com sistema nacional

De acordo com o Ministério dos Transportes, todas as informações registradas no aplicativo serão integradas ao Registro Nacional de Condutores Habilitados.

Isso significa que os dados chegam automaticamente aos Detrans estaduais, agilizando o acompanhamento do processo.

Mudança mira mercado concentrado

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 170 mil instrutores habilitados, mas apenas uma pequena parcela atua de forma independente.

Segundo o secretário nacional de trânsito, Adrualdo Catão, o novo modelo reduz barreiras e amplia possibilidades.

“O Código Brasileiro de Trânsito (CTB) diz que o instrutor é essencial na formação do condutor. Ele tem de contratar um instrutor autorizado. Vinculado ou não a uma autoescola”, afirmou.

Fim da “reserva de mercado”?

Com as mudanças, instrutores também passam a ter uma credencial digital dentro do app, facilitando a identificação em fiscalizações.

A autorização continua sendo responsabilidade dos Detrans, mas o governo avalia que o modelo anterior limitava a atuação dos profissionais.

Catão afirmou ainda que havia uma espécie de “reserva de mercado”, já que muitos instrutores só conseguiam trabalhar por meio de autoescolas.

Já o ministro reforçou o objetivo da medida: aumentar a concorrência e dar poder de escolha ao aluno.

“Serve para estimular a competição entre instrutor e autoescola. Quem tem de escolher é o aluno, qual ele achar melhor. Queremos estimular os empreendedores”, declarou George Santoro.