O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan para investigar eventos adversos raros e inesperados registrados após a aplicação do imunizante. Entre mais de 500 mil doses aplicadas até 30 de maio, foram identificados 42 casos com sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos, além de três casos graves, incluindo duas mortes.
As ocorrências representam apenas 0,008% dos vacinados, e ainda não há comprovação de que tenham sido causadas pela vacina. Segundo o governo, a medida é preventiva e faz parte do sistema de farmacovigilância. A eficácia da vacina não foi colocada em dúvida, e as pessoas já imunizadas continuam protegidas contra os quatro sorotipos da dengue.
O Ministério reforça que a vacina passou por rigorosos testes clínicos, envolvendo mais de 11 mil voluntários acompanhados por cinco anos, antes de receber aprovação da Anvisa. A recomendação para quem recebeu a dose é monitorar a saúde por até 21 dias e procurar atendimento médico caso apresente sintomas de alerta. As autoridades destacam que a investigação demonstra o funcionamento dos mecanismos de segurança e monitoramento das vacinas.