Com cerca de 4,2 milhões de seguidores, o canal foi alvo de decisões judiciais divergentes nos últimos dias, após questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Nunes Marques determinou inicialmente a suspensão da ferramenta, enquanto o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, ordenou seu restabelecimento. Apesar das restrições, o canal continuou funcionando.
Com a regularização do endereço, Nunes Marques considerou superado o motivo que justificava a suspensão. O ministro, porém, manteve medidas de fiscalização dos conteúdos publicados e de preservação dos registros, além da identificação do responsável pela propaganda eleitoral. O setor de combate à desinformação do TSE deverá monitorar possíveis publicações de conteúdos já classificados pela Corte como falsos.
A Meta, responsável pelo WhatsApp, também deverá se manifestar, em até 24 horas, sobre novas alegações da campanha de Flávio Bolsonaro. A resposta poderá motivar uma nova análise judicial do caso.
A disputa provocou críticas dentro do próprio TSE e manifestações de Lula e Janones contra as restrições impostas ao canal. O episódio ocorre em meio ao aumento da judicialização da eleição presidencial de 2026, com centenas de processos envolvendo as principais candidaturas.